O futuro é a comida
de verdade
Revelando o custo e preço real do que comemos –
para as pessoas e para a natureza
Somos uma iniciativa multissetorial que acelera a transição para sistemas alimentares mais saudáveis, transparentes e regenerativos — começando pelo Brasil
Nosso propósito é tornar visível o custo e preço verdadeiro dos alimentos, expondo os impactos ocultos sobre a saúde, a natureza e as pessoas.
Comer é um ato poderoso. Cada alimento que colocamos no prato carrega histórias que vão além do rótulo: pode impactar a natureza, a saúde de quem consome e a vida de quem produz. A iniciativa True Food ajuda a revelar o real custo dos alimentos ao mostrar os efeitos ocultos sobre a natureza, o clima e as comunidades rurais. Assim, damos aos consumidores apoio para fazerem escolhas mais justas e saudáveis, construindo juntos um futuro em que produzir e consumir alimentos não prejudique — nem a natureza, nem as gerações atuais ou futuras.
Quando revelamos os custos ocultos da alimentação, vemos que os alimentos ecológicos e saudáveis são os mais acessíveis.

O Brasil ocupa posição dominante na produção e comércio agrícola global, contribuindo significativamente para a segurança alimentar, metas climáticas e desenvolvimento sustentável. Também possui imenso potencial de restaurar terras degradadas em sistemas agroflorestais e agricultura regenerativa.
O Brasil em Alimentos
maior produtor e exportador do mundo, fornecendo 50% do comércio global
maior exportador, com 22% da fatia global
maior exportador mundial, com 32% do mercado
maior exportador mundial, com mais de 35% do mercado
maior produtor e exportador, com 37% da produção global
segundo maior exportador, após os EUA, com 32% do mercado
O sistema alimentar está faminto.
Ele impulsiona a perda de biodiversidade, agrava as mudanças climáticas, aprofunda a desigualdade social e esconde seus verdadeiros custos. Mas não precisa ser assim. A iniciativa True Food imagina um futuro alimentar que nutre tanto as pessoas quanto o planeta. Um sistema onde cada refeição apoia ecossistemas, fortalece comunidades e reflete o custo e valor reais da comida.
Estamos aqui para expor as verdades ocultas.
Acreditamos que a transparência é um catalisador da transformação. Ao revelar os custos sociais, ambientais e de saúde embutidos na alimentação, capacitamos cidadãos, empresas e governos a fazer melhores escolhas.
Estamos aqui para mudar hábitos.

Diminuir taxas de obesidade e desnutrição. Melhorar saúde física e mental
Aumentar a produção de alimentos sem expansão de terras e/ou desmatamento
Restaurar ecossistemas, reverter a perda de biodiversidade
Melhorar a renda e bem-estar dos agricultores. Redirecionar subsídios para alimentos nutritivos e minimamente processados.
Reduzir emissões e aumentar a captura de carbono por meio de uma agricultura ecológica

True Cost Accounting TCA) é uma estrutura holística que mede custos ocultos ao quantificar impactos ambientais, sociais, de saúde e econômicos, oferecendo uma visão completa do verdadeiro custo dos sistemas alimentares.

O Índice de Preço Justo da Bioeconomia é um esforço contínuo para definir qual deveria ser o preço justo ao produtor para ativos da sociobiodiversidade — podendo incluir frutas nativas, produtos florestais e itens da agricultura regenerativa.

Um dos biomas mais biodiversos do planeta, abriga mais de 20.000 espécies de plantas e centenas de animais endêmicos. Antes cobrindo grande parte do litoral brasileiro, hoje restam menos de 12% de sua extensão original. Apesar disso, continua sendo uma região vital para os sistemas agroalimentares, especialmente por meio da agricultura familiar e da agroecologia, que prosperam em suas paisagens fragmentadas. A Mata Atlântica também é um hotspot de inovação em bioeconomia, oferecendo oportunidades em produtos florestais sustentáveis, frutas nativas e agricultura regenerativa. Fortalecer os sistemas alimentares aqui significa alinhar a conservação florestal com o desenvolvimento rural inclusivo.
Esse bioma se estende por nove países e abriga a maior floresta tropical do mundo. No Brasil, cobre quase metade do território nacional e é fundamental para a estabilidade climática e os ciclos hidrológicos. A região é rica em conhecimentos tradicionais e possui imenso potencial para uma bioeconomia de base florestal, incluindo produtos florestais não madeireiros, pesca sustentável e cultivos nativos. Apoiar sistemas agroalimentares que respeitem comunidades indígenas e locais, reforcem a soberania alimentar e evitem o desmatamento é essencial para preservar a resiliência do bioma e garantir que o desenvolvimento esteja alinhado às metas climáticas e de biodiversidade.


A savana tropical mais biodiversa do mundo, cobrindo mais de 20% do território brasileiro. Desempenha um papel crítico ao conectar múltiplos biomas e alimentar alguns dos principais sistemas fluviais da América do Sul. A região é uma potência dos sistemas agroalimentares, responsável por grande parte da soja, da carne bovina e dos grãos do Brasil — mas muitas vezes à custa da vegetação nativa e das comunidades tradicionais. Ao mesmo tempo, o Cerrado guarda um potencial inexplorado para uma bioeconomia baseada na resiliência, incluindo frutas nativas como pequi e baru, plantas medicinais e sistemas pecuários de baixo carbono. Equilibrar a agricultura em larga escala com a conservação da sociobiodiversidade é essencial para o futuro do Cerrado — e do planeta.




